sexta-feira, 23 de julho de 2010

Vazio

Hora do almoço. Proximidades da Av. Rebouças. Proximidade com a marginal Tietê. Prédio de classe média alta. Juventude.

Foi da janela da sala onde trabalho que soube que um garoto queria se jogar do prédio onde mora. Camiseta branca, jeans e tênis de marca. Cabelo bem arrumado.
O motivo? Não sei. Mas o que eu vi foram inúmeros bombeiros, vizinhos, polícia e quem sabe também a família dele.

O que leva uma pessoa a querer se jogar de um prédio? O que leva um jovem a fazer isso?
Existem pessoas pra ajudar essas mentes inquietas, que enxergam na morte a única saída para seus problemas. Mas não.

São Paulo registra milhares de casos de suicidios todos os anos. Esse foi um que não aconteceu.

E pensar que eu poderia ter visto a morte anunciada de alguém.

............

Não sei bem, posso até exagerar, mas será que essa cidade tão louca, tão barulhenta, cinzenta e cheia de "não pessoas" é uma das causadoras desse tipo de atitude?

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Reviver uma noite

E ontem rolou mais uma pré-estréia no Cine Bombril. O filme documentário fala sobre o festival de 67 da tv Record, onde cantores como Chico Buarque, Caetano Veloso, Nara Leão, Os Mutantes, entre tantos outros ilustres participaram.

Na minha singela opinião, o filme foi surpreendente. De uma forma simplista conseguiu abranger uma coisa tão complexa: os acontecimentos daquele Brasil da explosão da Tropicália e ditadura aterrorizante.
Aquela juventude era enlouquecida. Juntou-se mais algumas pitadas de drogas (muitas, diga-se de passagem), a vontade de falar e ser ouvido e o rock, que chegava pra ficar, de verdade.

O que marca no filme é simplesmente os cantores, como Roberto Carlos, que demonstram certa frieza ao falar das canções que marcaram presença no festival de 67. Chico Buarque deu a entender que aquilo não era tão importante assim pra ele, como muitos, inclusive eu, pensavam.
Mas é como pensei, talvez não que ele não goste da música (Roda Viva), mas como ela de certa forma excluiu ele daquele movimento que começava, criou-se certa "birra". Mas isso é o que eu penso, minha mania de encontrar porquês pros acontecimentos sem explicação.

Eu também sou meio suspeita. Gosto MUITO dessa época. Tudo me atrai, me deixa curiosa. E descobri que a final do festival de 67 aconteceu dia 21 de outubro. E dali a 19 anos exatos, eu ia nascer.

Bom, pra quem gosta desse tema ou pra quem simplesmente quer conhecer sobre ele, o filme é totalmente necessário. É realmente, como disse um dos diretores, feito pra que você sinta a mesma experiência daquela noite.

P.S. Tente notar bem os entrevistadores. É muito engraçado! Em plena tv aberta, nacionalmente, o entrevistador fumando enquanto fala com os participantes do festival. Não ficando atrás os próprios cantores, Chico Buarque por exemplo, foi entrevistado enquanto fumava bastante naquela noite. Coisas de antigamente...

Pra saber mais sobre o filme: http://www.umanoiteem67.com.br/

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Lá no Minhocão

Noite quente de domingo. Noite gostosa pra passear. Noite boa para experimentar coisas novas e conhecer coisas interessantíssimas. Noite. Domingo.

Aqui em São Paulo existe um "monumento" muito conhecido entre os paulistanos: o minhocão.
É um complexo viário que começa na Praça Roosevelt e vai até a Av. Francisco Matarazzo. São 3,5 Km de tamanho passando, literalmente, entre milhares de prédios e casas antigas que ainda conseguem existir por alí.

Com todo esse histórico, é de se imaginar que naquele pedaço de São Paulo aconteceram e acontecem o tempo todos, histórias de gente comum. Pessoas que nasceram, cresceram e querem morrer no mesmo lugar. Pessoas que carregam consigo um gigante livro de memórias familiares, nacionais e de crescimento dessa São Paulo tão intensa.

Ontem, numa noite de domingo quente e gostosa para se fazer qualquer coisa, foi exibido o documentário "Elevado 3.5" no próprio minhocão, que fica fechado aos domingos.
Foi a intervenção da intervenção. E deu muito certo.
Muita gente, mesmo, estava ali para assistiro documentário, que foi aplaudido ao final da exibição.

As histórias foram marcantes, pra ser bem sincera. Cada uma com sua peculiaridade, sua relevância e emoção, fez com que eu e muitas outras pessoas ali, se emocionassem, mesmo.
O velhinho que já foi rico e hoje vive em 6m², apenas com uma cama de solteiro e uma pia. E do fundo do seu coração confessa que não é feliz. E chora ao lembrar do pai, morto há muito tempo.
Viveu o tempo da boêmia paulistana, aquele que fazia parte apenas do centro. Por onde ainda se passavam os bondes.
Conheceu mais de mil mulheres, nas palavras do próprio, mas não gostou de nenhuma. Fumava maconha pra ir dançar nos bailes dos anos 40. Sim, ela já existia, e provavelmente muito antes disso. E pra terminar o relato dele a supresa foi total. Ele não quer ir pro céu quando morrer "eu não quero ficar ouvindo por 3 mil anos ave ave ave maria, quero ir mesmo é pro inferno, onde tem maconha, cocaína, bebida, mulher!". Ele conquistou a simpatia e risada de todos que estavam alí.

Querem derrumar o minhocão. O projeto parece que está pronto e que só faltam alguns ajustes.
A questão é: as pessoas que moram "dentro" do minhocão, hoje gostam dele e em suas memórias tem aquele gigante como fundo dos acontecimentos.
Assim como quando ele foi construído, nenhum dos moradores foi ouvido a respeito. Hoje, quando a maioria ama o minhocão, querem derrubá-lo, mais uma vez sem ouví-los.

Uma cidade só é cidade quando as mudanças são discutidas com toda a comunidade. Pelo menos era pra ser assim. Mas não é. Será que vai ser um dia?

Enquanto isso segue, eu vim pensativa na volta pra casa. Pensando naquelas pessoas, naqueles anos antes da construção do minhocão. Quando ainda se andava de bicicleta pelas calçadas e famílias inteiras moravam juntas em casarões cheios de história.
Dá pra imaginar a quantidade de coisas que por ali aconteceram?

E eu fico aqui, pensando sobre isso. Não dá, simplesmente, pra fingir que ele não existe.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

São Paulo Fashion Week

A demora em postar veio em função de uma coisa só: vários acontecimentos na última semana.
So Sorry!

Bom...vamos lá...
O que falar sobre a tão famosa e louca SPFW??
É simplesmente...de outro mundo.

Eu que nunca tinha ido em um evento assim, desse tamanho e peso, me surpreendi bastante ao longo da semana da realização. Foram 6 dias malucos, cheios de glamour, trabalho e muita diversão.
Quantas mil pessoas passavam por aquele pavilhão da Bienal? Quantos famosos foram dar pinta lá também? E o melhor...o que eram aqueles desfiles? Os lounges??
Tive a sorte de poder ver esse mundo funcionar de perto. E é exatamente essa a ideia central. Um mundo feito a parte. Onde você entra e no mesmo instante sai completamente de São Paulo.
Eu me desliguei geral do mundinho aqui fora. Não nego que me deslumbrei com tudo o que vi, mas tirei muitas boas lições de lá.

Contatos.
Ah os contatos. Incrível como o poder da comunicação realmente tem um peso totalmente diferencial em qualquer conversa. Qualquer.
Conheci gente de todo tipo, dos loucos aos trabalhadores, dos modelos aos produtores.
E eu estava só. Sim, só. Sem praticamente nenhuma companhia. Exceto por um dia que acompanhei uma amiga da minha mãe. O resto era eu e eu mesma.

Não nego, tive um pouco de "frio na barriga". Você se sente um pouco deslocado no começo, sente como se todos te olhassem e esperassem perceber que você é "alguém" conhecido. Mas nada, nada disso. É pura ilusão.
O que eu senti depois de me familiarizar no ambiente era de que todo mundo estava ali por um motivo. E o motivo maior era conferir de perto os fashionistas.

No último dia entrei no lounge da Casa São Paulo Fashion Week e pra variar eu estava completamente só.
Parecia até meio chato, no início, mas depois eu deixei a vergonha de lado e fiz amizades.
Foi MARAVILHOSO...a experiência contou muito! Conhcei 3 garotos tão lindos por dentro quanto por fora. Conversamos sobre um leque de coisas, das fúteis as importantes. E sai de lá completamente realizada.

Como podia eu estar na SPFW depois de passar anos e anos acompanhando pela TV e nem sequer imaginar que um dia eu estaria ali...naquela plateia vend tudo de perto???
Pois é...
Acho que essa poderia ser mais uma etapa da minha vida aqui em SP.
Mais um acontecimento do qual eu devo me orgulhar de mim mesma. Porque eu consegui vencer mais uma barreira - entrar ali é MUITO difícil, é um desespero pra conseguir um convite - e vivenciei coisas que de certeza vão me render bons frutos.

Conheci um lado da moeda muito diferente do que eu achava que era.
E sabe de uma coisa?
Eu cresci mais uns porcentos depois da SPFW.
Acreditem: a experiência é...única!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Uma cidade tão, tão distante de São Paulo...

Não, não estou em São Paulo.
E não, não vou falar nada sobre sampa nesse post.

Na verdade minhas férias de dezembro/janeiro estão sendo tão intensas que precisava abrir essa aspas aqui no blog pra tentar contar um pouco das coisas marcantes, ou não, que rolaram nesse lugar tão, tão distante de sp...

O clima.
Ah o clima, este que marca tanto essa cidade, cidade essa que transpira calor, que deixa passar entre seus poros o suor que não tem dificuldade alguma de ser produzido. E que aos montes passa de pessoa pra pessoa quando um simples esbarro na rua acontece.
Ah esse clima...o clima de paixões ardentes de férias, de afagos intermináveis, de fins de tarde que parecem infinitos e grandiosos a qualquer olho nu que os identifica...
Afinal, tem coisa melhor do que sentar a beira do rio e se deslumbrar com um pôr-do-sol maravilhoso...sentindo um mix de calor e temperatura normal do corpo? sim...aquele vento no rosto e no cabelo...e a sensação interminável de que as coisas são assim porque...simplesmente são. Não há o que mudar.
Essse clima sim. É o tipo de clima que marca, tanto os que aqui vivem como os que lá vivem. Lá, lá bem distante daqui.
O calor sobe sem pedir licença, chama atenção e te faz ter raiva ou te conquista chamando para aproveitar o sol que arde na pele, e que embala tantas coisas absurdamente...interessantes.


Os amigos.
Ah, esse é um caítulo expessamente a parte de tudo o que acontece por aqui.
Eles são os melhores. E traduza como melhores aqueles que não há nem hipótese alguma de passarem longe dos melhores e piores momentos. Aqueles que se deve muita coisa. Abrigos repentinos, abraços acolhedores, lágrimas limpadas em mangas de blusas...de risos e gargalhadas sem motivo algum as vezes...mas são eles, eles que moram aqui. Só eles. E só eles sabem que...só eles são.
Nessas férias houve de tudo. Há.
Não duvide quando falo: tudo.
De desmaios em plena festa, de brigas por causa de bebedeiras...de festas que duraram sempre até os primeiros raios de sol já terem chegado a muuuito tempo. De ser o primeiro a chegar e literalmente o último a sair.
De tomar sopa no Líder e chamar a atenção pra todos ao redor. Mas nem se importar com isso.
De simplesmente não ter rumo, rumo pra que?
De não ter 1 real no bolso, mas sair de uma festa completamente feliz. E falta de dinheiro ou transporte não serem nada, nada para gente. Não nos impedirem de fazer nada que queríamos.
E ah...essa é a melhor parte.
Não posso esquecer jamais das coisas que nos rodiaram durante esses 26 dias...
Namoros foram iniciados, outros prontamente acabados. Pessoas nos conheceram e nos adoraram, assim como as adoramos. Chegamos nas festas e tudo paralisa. Simplesmente porque quando chegamos a gente CURTE a festa até a última gota de loucura que rola. Não olhamos para quem nos olha, sorrimos e rimos, beijamos e abraçamos. E no final sempre, sempre tem alguém que falava 'nossa, fiquei vendo vocês a noite toda e adorei o jeito como vocês se comportam...vocês chamam atenção sem querer'.
Ah, isso é bom. Mostra que acima de tudo a gente se ama. AMAMOS pra valer. E compartilhamos momentos imensamente prazerosos, juntos.
Dormimos em ônibus...e todos que nos viam esbugalhavam os olhos...maquiagem borrada, bocas abertas, roncos, cheiro de cerveja...e isso não significava nem a metade do que havíamos feito durante a noite.
E uma primeira lição pra quem quer aprender com a gente: nada é o bastante pra gente. o limite é o começo do nosso limite.


Os beijos.
Se os amigos merecem um capítulo a parte, esse merece um livro a parte.
Beijos. Beijos esses que foram trocados aos montes, por todos nós. Nenhum de nós ficou sem eles.
De todas as formas. Do mais demorado, do selinho, do gostoso, do ruim, do arrasa corações, do romântico, do misterioso, do charmoso...do roubado!
Teve gente que marcou lugar. Marcou porque não queria saber quem olhava, queria apenas beijar. Queria transmitir toda a felicidade que sentia dentro de si para a primeira pessoa que demonstrava sentir o mesmo.
Teve gente que se intimidou com um beijo. Que se envolveu profundamente em um beijo. Que teve medo de beijar de novo. Mas no final pensou e viu que não, beijos são para serem dados, trocados, observados...
Teve gente que se apaixonou por causa de um beijo. Que levou a sério e se entregou. Namorou.
Mas, outros queriam apenas beijar. Isso. Beijar.


Os sentimentos.
Esses são tão livres e leves.
Eles me levaram a loucura.
Ahh sentimentos...o que seria de mim sem vocês?
Eu sei que sou feliz. Até quando estou triste...sabe por que?
Porque eu vivo intensamente todos os sentimentos. Não só por isso. Vivo intensamente todos eles: juntos.
Acho que é por isso que as pessoas me olham de um jeito diferente. Como se quisessem entender como consigo.
Ah. É simples. O que te dizem, na verdade não é. Basta saber disso pra conseguir se libertar e sentir tudo o que se quer sentir.
Esses 26 dias passaram muito rápidos...tão rápidos que nem senti o tempo voar...ele já passou. Tá alí a minha frente, dizendo que o ponto final tá chegando. E que os últimos acordes estão prestes a serem tocados.
Sim. A saudade já bateu desde o dia que cheguei aqui. Bateu porque eu sabia do fim disso tudo, e quando se sabe o fim se tenta aproveitar ao máximo...mas é constrangedor saber quando o fim vai acontecer.
É claro que eu to falando do fim desses momentos de agora. Sei que daqui a pouco o tempo vai tá aqui novamente dizendo que o começo tá chegando...e isso vai me confortar.


Eu queria...queria ter tudo o que tenho aqui em cada pedacinho desse mundo que eu vou. Em cada cantinho de saudade que eu já tive. Ou que já passei.
Gosto quando faço amizades como fiz aqui. Não foram poucas não. Foram amizades que me partem o coração quando olho e escuto 'ah...não acredito que já vais...'
É...eu já vou.
Mas vou sentindo que minha estrelinha brilhou por aqui. Que ela guiou alguns de vocês quando precisaram...que trouxe momentos de alegria, e de brigas também, por que não?
'Amor, meu grande amor...não chegue na hora marcada...'
Concordo.
Nada deve acontecer na hora marcada. A graça da vida é justamente isso, viver quando se quer, quando se deseja. Procurando sempre o que te conforta e te faz feliz...e quando te faz triste, te ensinar que logo ali está a recompensa...

Vou sentir saudades. Saudades de dormir de conchina com o amor da minha vida (Bolinha). De olhar nos olhinhos dele e sentir que a gente se ama muito. De não ter medo, porque ele me protege.
De deitar na minha cama e saber que ela sempre vai tá aqui. Pronta pra minha chegada.
Dos ônibus que ainda aceitam a minha meia-passagem, mesmo eu nem estudando mais aqui...
Das histórias trocadas e conversadas. Das raivas e injustiças cometidas. Do ódio transformado em amor. Do amor transformado em...amor!
Dos olhares trocados e palavras não necessariamente ditas. Mas entendidas.
Dos inumeros momentos. Dos quais nada disso teria sido tão intensamente vivido.


Dessa cidade tão, tão, tão distante de São Paulo.
Mas tão, tão, tão viva quanto!
Cheia de amigos de verdade, de uma casa de verdade, de um cachorro de verdade, de amigos de verdade. De uma vida de verdade.

É. Isso não é um ponto final. É uma vírgula.
Calma, eu chego em breve. Me aguardem. Que o Malícia me aguarde. O Líder. A Doca. As casas de amigos. Os amigos que virão. E os novos que chegaram.
Sentirei. Sentirei muita saudade.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A minha querida São Paulo...

Hoje te verei pela última vez no ano.
Justo hoje em que estas tão iluminada, com um sol tão bonito e vibrante no céu...um calor louco que percorre o corpo das pessoas que por aqui passam...35ºc...

Sentirei tua falta. Sentirei porque já fazes parte da minha vida, e sabes o quanto e tentei me afastar de ti durante esse ano...mas simplesmente não deu, vistes tomando conta de mim de uma forma tão absurda!

Depois de 10 meses debaixo do teu teto eu só tenho a te agradecer.
Sim, agradecer porque me tornastes mulher. Me ensinastes a cozinhar, a me virar, a criar conta em banco, a ter febre e me medicar, a chorar e enxugar minhas lágrimas, a ter medo do frio e aprender a usar casaco, a dormir de edredom...a ter saudade!
A desbravar os bares da Augusta, a conhecer cada pedacinho da Paulista, a pegar qualquer metrô e ir pra qualquer lugar, a pegar ônibus...a adorar a noite e o dia...
Me destes emprego! Me acolhestes...não virastes as costas pra mim...muito pelo contrário, fostes a primeira a me abraçar e dizer que tudo ficaria bem...
Brigamos várias vezes, te mandei te ferrar outras mil...quis te ver pelas costas, te odiei em alguns momentos...quis embora da tua casa...

E foi assim...
Aprendi contigo a viver! A amar a minha terra, Belém, a amar ainda mais a minha família, meus amigos, meu Bb...
Me destes amigos fiéis, me destes outra família aqui...me destes um lar, fizestes de mim a pessoa que sou. Dando os primeiros passos pro grande sonho da vida!

Eu te amo São Paulo. Simples assim.
Não há nada que eu não queria que tu não me ensines a conseguir...
Te amo porque me mostrastes o teu lado cultural que eu tanto gosto, o teu lado emotivo, o teu lado ruim...todos os teus lados!

Me fizestes crescer...

Ano que vem volto pros teus abraços, pra me ensinares ainda mais e me fazeres crescer ainda mais. Pra me dizeres bem no ouvido na hora de dormir: parabéns menininha, estamos crescendo juntos!


Feliz Natal São Paulo, e que continues sendo essa cidade tão iluminada, cheia de vida, pessoas, encantos, culturas, amor!
Obrigada por TUDO!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O mundo vai acabar em 2012...

É, tu estas lendo certo.
Calma, calma. Vou explicar.

Imagina comigo tudo, absolutamente tudo o que eu vou contar a partir de agora, ok?
Ok. Então vamos lá.

Ontem, segunda-feira, começou como um dia comum. Um dia como qualquer outro, preguiça de manhã, cafés e cafés durante o dia inteiro, trabalho, jornal, fome, sede, conversas, bocejos...
Mas, como tudo que rola por aqui é mais que imprevisível, fomos Tiago e eu depois do trabalho na casa da Cris, buscar o bilhete único dele...
Surpresa: a Cris estava no barzinho na frente da casa dela com um amigo.
Amigo? Que amigo?
Ah, um cara incomum. Tudo o que ele dizia não fazia sentido ou fazia sentido de mais. Era uma viagem, ele é uma viagem.
Ele se intitulou anarquista. Disse que ler livros sobre anarquia era um absurdo, "anarquia é a tua libertação, é o que tu queres fazer e não o que os outros querem que tu faças".
Eu fiquei váááárias vezes apenas calada. As coisas que ele falava as vezes me deixava sem saber o que falar. Tudo era uma loucura, eram pensamentos vomitados em cima da gente. Opiniões fortes sobre tudo, sobre a vida, a morte - "ninguém fica pra semente" -, sobre igreja, sobre escravização, viagens, palhaços, mochileiro, acampamento, meditação, jejum, namoros, traições...
Eu tentava acompanhar, mas tinha uma hora que não dava.
Ele me fez pensar diferente, por outros ângulos. Me fez enxergar coisas que eu sabia que existiam mas não queria enxergar. Coisas que estão aí, tão simples.
Aí entra 2012.
Num dos milhares de momentos da conversa onde o assunto rolava intenso ele soltou essa.
Disse que é um dado matemático, que os maias há anos já previam isso. Ele me explicou que o mundo vai perder o eixo, vai perder o foco, tipo como se ele fosse perder a tração pelo sol. Que depois do tsunami que rolou a Terra perdeu um pouco disso. Que muitas pessoas sentiram isso nas suas colunas...que passaram a doer mais, porque o esforço pra se manter reto é maior agora.
Fiquei pensando...
Disse a ele que eu não acredito em previsões. Ele me consertou. Disse que isso não é uma previsão. É um dado matematicamente comprovado e que vem acontecendo aos poucos...
E se for verdade? O que vai ser da gente? Falta pouco! Faltam praticamente só mais 3 anos...viver tudo o que tem pra viver em 3 anos!
Não sei...mas foi uma viagem peso isso...essas coisas todas, todas essas informações, pensamentos, filosofias...tudo o que ele jogou em cima não só de mim mas como da Cris e do Tiago também...
Lá pelas tantas eu já tava mais descontraída e não tava mais me focando tanto na conversa dele, tava mais serelepe e quando eu me prendia em alguma coisa que ele falava eu viajava peeeeso de mais...viajava na mesma sintonia que ele. Alias, acho que pra ter uma conversa de verdade com ele tem que entrar na onda e viajar muuuito.
Ele é assim. Uma pessoa que tem o dom de falar tudo ao mesmo tempo, te envolver e te deixar sem saber nem o que pensar. Entre tantas coisas faladas ele me chamou atenção pra duas coisas só.
Liberdade e loucura.
A noite tava uma viagem louca. Com sensações que eu nem sabia e confesso ainda não saber explicar.
Fiquei logo com raiva do Tiago e briguei com ele. Me virei de costas e fui embora pra casa.
Tava com a cabeça a mil. Nem sei direito porque eu briguei.
Mas o pior é que briguei com outras pessoas também.
Dei jornalada na Cris pensando que ela tava fazendo merda e amassei todo o meu jornal.


"triiiim...triiiiim...triiiiim..."
- Alô?
- Carol, o Rodolfo tá aqui embaixo, pode subir?
* eu: =O
- Pode, pode!
É. E a noite termina com a visita do Rodolfo. Lá pelas tantas da madrugada.
Outro ser viajante que passa pela minha vida.
O Rodolfo é um caso a se estudar...
Acho que a gente se dá bem porque somos farinha do mesm saco: paraenses e jornalistas.

E eu fui dormir 5 da manhã.

Ah São Paulo...és tão intensa num único dia. Tão intensa que me surpreendes a cada segundo que passa. Ah São Paulo. Ah rua Rocha, ah Frei Caneca. Vocês me têm como parte da história das noites paulistanas.



- Programação cultural de hoje:
* O filme "S. Bernardo" vai ser exibido hoje 20 hras no Cine Bombril (já virei carteirinha). Chegando com uma de antecedência se pega ingresso de graça. No final vai rolar debate com o ator Othon Bastos, Lauro Escorel e Ismail Xavier.

* A Adriana Calcanhoto vai lançar "Saga Lusa - O relato de uma viagem", 19 hras na Livraria Saraiva.

* Festival do Minuto começa hoje em São Paulo. Dá pra conferir a grade no site: http://www.festivaldominuto.com.br/. O festival vai de hoje até dia 7. Conta com cerca de 50 vídeos de 50 países. De graçaaaaa

* A atriz Denise Fraga vai fazer hoje leitura dramática de "O Anjo de Pedra" 19 hras. Na Caixa Cultural ( praça da Sé, 111). De graaaaça.


- Hoje tem bastante coisa legal!!!!!!!