Não, não estou em São Paulo.
E não, não vou falar nada sobre sampa nesse post.
Na verdade minhas férias de dezembro/janeiro estão sendo tão intensas que precisava abrir essa aspas aqui no blog pra tentar contar um pouco das coisas marcantes, ou não, que rolaram nesse lugar tão, tão distante de sp...
O clima.
Ah o clima, este que marca tanto essa cidade, cidade essa que transpira calor, que deixa passar entre seus poros o suor que não tem dificuldade alguma de ser produzido. E que aos montes passa de pessoa pra pessoa quando um simples esbarro na rua acontece.
Ah esse clima...o clima de paixões ardentes de férias, de afagos intermináveis, de fins de tarde que parecem infinitos e grandiosos a qualquer olho nu que os identifica...
Afinal, tem coisa melhor do que sentar a beira do rio e se deslumbrar com um pôr-do-sol maravilhoso...sentindo um mix de calor e temperatura normal do corpo? sim...aquele vento no rosto e no cabelo...e a sensação interminável de que as coisas são assim porque...simplesmente são. Não há o que mudar.
Essse clima sim. É o tipo de clima que marca, tanto os que aqui vivem como os que lá vivem. Lá, lá bem distante daqui.
O calor sobe sem pedir licença, chama atenção e te faz ter raiva ou te conquista chamando para aproveitar o sol que arde na pele, e que embala tantas coisas absurdamente...interessantes.
Os amigos.
Ah, esse é um caítulo expessamente a parte de tudo o que acontece por aqui.
Eles são os melhores. E traduza como melhores aqueles que não há nem hipótese alguma de passarem longe dos melhores e piores momentos. Aqueles que se deve muita coisa. Abrigos repentinos, abraços acolhedores, lágrimas limpadas em mangas de blusas...de risos e gargalhadas sem motivo algum as vezes...mas são eles, eles que moram aqui. Só eles. E só eles sabem que...só eles são.
Nessas férias houve de tudo. Há.
Não duvide quando falo: tudo.
De desmaios em plena festa, de brigas por causa de bebedeiras...de festas que duraram sempre até os primeiros raios de sol já terem chegado a muuuito tempo. De ser o primeiro a chegar e literalmente o último a sair.
De tomar sopa no Líder e chamar a atenção pra todos ao redor. Mas nem se importar com isso.
De simplesmente não ter rumo, rumo pra que?
De não ter 1 real no bolso, mas sair de uma festa completamente feliz. E falta de dinheiro ou transporte não serem nada, nada para gente. Não nos impedirem de fazer nada que queríamos.
E ah...essa é a melhor parte.
Não posso esquecer jamais das coisas que nos rodiaram durante esses 26 dias...
Namoros foram iniciados, outros prontamente acabados. Pessoas nos conheceram e nos adoraram, assim como as adoramos. Chegamos nas festas e tudo paralisa. Simplesmente porque quando chegamos a gente CURTE a festa até a última gota de loucura que rola. Não olhamos para quem nos olha, sorrimos e rimos, beijamos e abraçamos. E no final sempre, sempre tem alguém que falava 'nossa, fiquei vendo vocês a noite toda e adorei o jeito como vocês se comportam...vocês chamam atenção sem querer'.
Ah, isso é bom. Mostra que acima de tudo a gente se ama. AMAMOS pra valer. E compartilhamos momentos imensamente prazerosos, juntos.
Dormimos em ônibus...e todos que nos viam esbugalhavam os olhos...maquiagem borrada, bocas abertas, roncos, cheiro de cerveja...e isso não significava nem a metade do que havíamos feito durante a noite.
E uma primeira lição pra quem quer aprender com a gente: nada é o bastante pra gente. o limite é o começo do nosso limite.
Os beijos.
Se os amigos merecem um capítulo a parte, esse merece um livro a parte.
Beijos. Beijos esses que foram trocados aos montes, por todos nós. Nenhum de nós ficou sem eles.
De todas as formas. Do mais demorado, do selinho, do gostoso, do ruim, do arrasa corações, do romântico, do misterioso, do charmoso...do roubado!
Teve gente que marcou lugar. Marcou porque não queria saber quem olhava, queria apenas beijar. Queria transmitir toda a felicidade que sentia dentro de si para a primeira pessoa que demonstrava sentir o mesmo.
Teve gente que se intimidou com um beijo. Que se envolveu profundamente em um beijo. Que teve medo de beijar de novo. Mas no final pensou e viu que não, beijos são para serem dados, trocados, observados...
Teve gente que se apaixonou por causa de um beijo. Que levou a sério e se entregou. Namorou.
Mas, outros queriam apenas beijar. Isso. Beijar.
Os sentimentos.
Esses são tão livres e leves.
Eles me levaram a loucura.
Ahh sentimentos...o que seria de mim sem vocês?
Eu sei que sou feliz. Até quando estou triste...sabe por que?
Porque eu vivo intensamente todos os sentimentos. Não só por isso. Vivo intensamente todos eles: juntos.
Acho que é por isso que as pessoas me olham de um jeito diferente. Como se quisessem entender como consigo.
Ah. É simples. O que te dizem, na verdade não é. Basta saber disso pra conseguir se libertar e sentir tudo o que se quer sentir.
Esses 26 dias passaram muito rápidos...tão rápidos que nem senti o tempo voar...ele já passou. Tá alí a minha frente, dizendo que o ponto final tá chegando. E que os últimos acordes estão prestes a serem tocados.
Sim. A saudade já bateu desde o dia que cheguei aqui. Bateu porque eu sabia do fim disso tudo, e quando se sabe o fim se tenta aproveitar ao máximo...mas é constrangedor saber quando o fim vai acontecer.
É claro que eu to falando do fim desses momentos de agora. Sei que daqui a pouco o tempo vai tá aqui novamente dizendo que o começo tá chegando...e isso vai me confortar.
Eu queria...queria ter tudo o que tenho aqui em cada pedacinho desse mundo que eu vou. Em cada cantinho de saudade que eu já tive. Ou que já passei.
Gosto quando faço amizades como fiz aqui. Não foram poucas não. Foram amizades que me partem o coração quando olho e escuto 'ah...não acredito que já vais...'
É...eu já vou.
Mas vou sentindo que minha estrelinha brilhou por aqui. Que ela guiou alguns de vocês quando precisaram...que trouxe momentos de alegria, e de brigas também, por que não?
'Amor, meu grande amor...não chegue na hora marcada...'
Concordo.
Nada deve acontecer na hora marcada. A graça da vida é justamente isso, viver quando se quer, quando se deseja. Procurando sempre o que te conforta e te faz feliz...e quando te faz triste, te ensinar que logo ali está a recompensa...
Vou sentir saudades. Saudades de dormir de conchina com o amor da minha vida (Bolinha). De olhar nos olhinhos dele e sentir que a gente se ama muito. De não ter medo, porque ele me protege.
De deitar na minha cama e saber que ela sempre vai tá aqui. Pronta pra minha chegada.
Dos ônibus que ainda aceitam a minha meia-passagem, mesmo eu nem estudando mais aqui...
Das histórias trocadas e conversadas. Das raivas e injustiças cometidas. Do ódio transformado em amor. Do amor transformado em...amor!
Dos olhares trocados e palavras não necessariamente ditas. Mas entendidas.
Dos inumeros momentos. Dos quais nada disso teria sido tão intensamente vivido.
Dessa cidade tão, tão, tão distante de São Paulo.
Mas tão, tão, tão viva quanto!
Cheia de amigos de verdade, de uma casa de verdade, de um cachorro de verdade, de amigos de verdade. De uma vida de verdade.
É. Isso não é um ponto final. É uma vírgula.
Calma, eu chego em breve. Me aguardem. Que o Malícia me aguarde. O Líder. A Doca. As casas de amigos. Os amigos que virão. E os novos que chegaram.
Sentirei. Sentirei muita saudade.
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